Emaús

Tatiele esperava o ônibus chegar, acolhendo-se da chuva sob o toldo envelhecido. As ruas estavam vazias. Era domingo de Páscoa, ainda que sempre haja aqueles que precisam trabalhar. Escondido na bolsa, balançava um ovo de chocolate; desses pequenos, com a marca de supermercado. Certamente chegaria com a embalagem toda amassada para a sobrinha ao final do dia de labuta.

Esperava em silêncio, por dentro e por fora. Se acostumara a não pensar muito sobre as coisas e em si mesma. Era uma trilha sombria, mas que irremediavelmente lhe era sugerida.

Lembrou-se de que o mercado sempre abria aos feriados. E de que poderia estar em um emprego melhor, se tivesse seguido adiante com o curso de enfermagem. Mas teve de desistir, por causa da mãe doente e das contas. Era esse o discurso que repetia a si mesma, apesar de não saber se sua plateia ainda fingia acreditar. Mas não pôde deixar de pensar que, se não fosse assim, quem sabe ela poderia estar levando um ovo maior para casa.

Espiou o relógio e ajustou mais uma vez os cabelos. Os fios frisados escapavam pela umidade e lhe incutiam uma aparência mais operária. Naquela mesma manhã, ainda nem claro era, reparara nos fios brancos na cabeça. Não eram mais um ou dois, mas doze ou treze. E ela não podia voltar atrás.

Lembrou-se de Walter, como eventualmente fazia. Também não podia dizer se era mesmo saudade ou um vício doentio que adquirira com os anos. Ela entrava em sua página online vez por outra, quando todos já estavam dormindo e ela podia usar a internet. Estava noivo. Era uma garota nova, de cabelos ruivos. Na foto, usava um relógio lindo, cujo modelo Tatiele já repara num anúncio de revista. Walter estava mais gordo. E ela também não fazia ideia se ele, pelo menos por poucos instantes, se lembrava dela também.

Um senhor de bengala e sandálias gastas aproximou-se, sem se importar com a chuva. Não precisou se sentar, pois a condução de ambos chegara. Ela embarcou, passou o cartão na catraca e sentou-se perto da janela, abraçando sua bolsa gasta de pano. Fazia frio.

O ônibus parou no próximo ponto, o velhote desceu por onde entrara. Outro homem subiu, ao som dos freios e das portas do veículo. O cobrador contava suas moedas, silenciosamente. Tatiele não poderia se lembrar do rosto do passageiro, talvez de seu andar. Sentou-se no banco à sua frente, ocupando os dois assentos.

O sol agora surgia entre as nuvens, iluminando o rosto da jovem e ofuscando a visão dos prédios cinzentos do centro da cidade. Temendo quebrar o presente da pequena, retirou o ovo da bolsa com cuidado, arrumando sua embalagem rosa e azul.

O homem à sua frente se levantou, dirigindo-se à saída. Equilibrando-se no balanço do ônibus, segurou-se como pôde. E como se recuperasse a destreza por um segundo, avistou o ovo e sua dona.

–  Feliz Páscoa. Acenou com a cabeça polidamente, como se já a conhecesse.

Ela retribuiu com o mesmo gesto e um sorriso rápido e desapercebido. O passageiro  seguiu adiante, até chegar à saída. Ainda teve tempo de observar:

–       Você sabe que não precisa de um ovo para comemorar, certo?

–       Eu sei. Respondeu, sem convicção.

Os freios chiaram e a porta se abriu, e ela só pôde ver o aceno de despedida e os pulos sob os degraus prateados. O ônibus já fez a curva, e por mais que tentasse, ela só conseguiu ver as costas da primeira pessoa que lhe dirigiu a palavra naquela manhã.

E ela pensou. De tantas coisas das quais não sabia, chegou à uma conclusão da qual tinha certeza. A de que se nada se renovasse, de nada adiantaria. De que se não houvesse esperança, ela poderia parar por ali. Pensou que talvez, mesmo entre as tradições, o comércio, as escolhas, os erros e a chuva, ainda houvesse uma verdade, escondida por detrás daquele dia. Por detrás de sua vida. E se houvesse a verdade, todas as outras coisas já não importavam mais. E ela também poderia  ser encontrada pelo caminho.

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Beleza Pura

flirck/karinuu

Poderia tentar defender-me, adiantando que trata-se de um exagero. Mas deixo a cargo da imaginação do leitor concluir a exatidão da cena relatada. O fato é que, passando em frente ao espelho da sala pela centésima vez naquela tarde, me veio um estalo. Vi-me perplexa, frente àquela familiar criatura que me observava do outro lado.

Seus cabelos estavam excentricamente presos com um elástico rosa. Poderia ser um rabo de cavalo, não fosse as madeixas que resolveram perambular sobre o pescoço. No ombro esquerdo, uma fralda de higiene duvidável esperava sua vez de entrar na máquina de lavar. Ao menos o lado direito estava em ordem, exceto pela discreta mancha de saliva que carimbava a camisa.

Esta, aliás, ou era de alguma moda passageira ou comprada com defeito. Não, não, eram apenas os botões inseridos nas casas erradas. Mas escondia o sutiã e suas manchas secas de leite que verteram no dia anterior. No colo daquela mulher e em seus braços, rasgos vermelhos saltitavam doloridos. Apenas um lembrete de que era mister cortar aquelas minúsculas unhinhas.

De resto, tudo bem. Calça jeans e chinelos de casa. Mão no bolso, e ela tira dali um parzinho de meia que perdeu sua companheira em algum lugar do apartamento. Olhando-a mais de perto, notei que por detrás das unhas por fazer e das olheiras persistentes, ainda havia alguém a quem reconhecer.

Os poucos segundos só deram para a resolução de marcar o salão na próxima oportunidade. Prontamente, a epifania acaba, sem qualquer despedida. O choro do pequeno interrompe todo e qualquer pensamento. Parem o mundo, pois é hora de mamar.

Penduro a fraldinha sobre o bolso, e usando o melhor dos meus acessórios naquela tarde – um sorriso cansado e bem aberto – chego a passos largos até o berço.

Maternidade. Um dia ela pega você.

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Respostas

Ela agarrou com firmeza o cabo do martelo e bateu o mais forte que pôde. Segurava o prego apenas com o polegar e o indicador, deixando os outros dedos estendidos, femininos e medrosos. Se estragasse o esmalte, que fosse apenas de uma unha.

Empenhou mais um golpe,  que desta vez pendeu levemente à esquerda, ainda assim acertando o alvo. Aquele ponto milimetricamente escolhido, mais pela intuição do que pelo ditar da trena. Agora, era ela quem decidia onde colocar o quadro. Se iria fazê-lo. Se era bonito. Ou grande demais. Nenhuma das revistas de decoração que comprara daria-lhe a resposta certa. Era ela e parede, esperando que lhe respondesse às marteladas.

Há tanto esperava pendurar a figura emoldurada, mas só então se dera conta de tamanha responsabilidade. Antes, de nada lhe serviam as paredes. Não eram suas. Eram outras, destes arranjos de histórias de família. De escolhas que não são suas, e decisões que não lhe cabem mas lhe afetam, de louças sujas que ninguém se lembrava de lavar. A vida toma caminhos estranhos, e como num parto, às vezes é necessário que se saia aos empurrões. Para o seu bem, e para o de todos. Era hora de crescer e de escolher a cor da sua própria sala de estar.

A terceira batida esbravejou esforço, mas cedeu ao tremor de seus braços. O eletricista chegaria à qualquer hora. Ela queria um aparador de vidro espelhado, mas se acertou com uma mesinha de imbúa que pertencia a seu pai. Pensava em flores amarelas, esperando que combinasse com as cortinas. Quem sabe mês que vem. Fazer o quê, era quem ela era. Mas quem é essa mesmo? O apartamento continuava a lhe repetir esta mesma pergunta. E a parede, com aquela cara blasé.

O quarto golpe não chegou, amaciado por olhos marejados de lágrimas. Tantas perguntas a desvendar. Tanto a descobrir acerca de si mesma. E via que seu Pai apenas começara a lhe dar as respostas. Como num ensaio de algo que ainda estivesse por acontecer. Ele já sabia, mas ela não era quem acreditava ser. E só agora, sem muletas e sem desculpas, apenas diante de suas escolhas, é que ela também se dava conta.

Respirou fundo, expirando um obrigada que só Ele ouviu. Ferramenta novamente a postos. Não sabia de muitas coisas, mas confiava em Suas respostas. E elas viriam assim, um prego de cada vez. É amor de Pai. E o quadro, que ficou bonito ali na parede, era o seu predileto.

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Tempestade de Inverno

Passado Junho, esquecemos as intempéries de janeiro, e os edredons já estão lavados. As mantas postas sobre o sofá, os leites bem quentes para aquecer por dentro o que antes o sol escaldante nos fazia por fora.

Substituto do sol, porém bebível, domável. Mexia com cautela a maisena no fundo da leiteira, para não empelotar. Plasma luminosa no verão, plasma com cheiro de chocolate no inverno. Ao invés das janelas, escondo-a dentro da garrafa térmica.

Mas nada é tão certo quanto o timer do fogão, e as nuvens carregadas vestem suas luvas e gorros e surgem na minha janela. Entretida, nem dei bola. O vento gélido as abraça, as compacta, mas a mim só me importa mais uma colher de achocolatado. Será que meu marido chega logo? Acho que vai chover.

Teimo em ignorá-la, pois não é a sua hora. A porta bate violentamente. A luz apaga-se de repente, e só me resta a chama do fogão. Apago-o, e fico em completa escuridão, este silêncio dos olhos.

Debruço-me sobre a janela, avisto nada mais que a silhueta negra da cidade sem luz. As árvores freneticamente resistem ao vento. Elas não têm janelas – nem chocolates – que as acalentem.

O topo da palmeira imperial – aquela bonita do parque da esquina – mais parece um polvo embriagado. Desengonçada deste jeito, como resistira a tantas ventanias em sua vida? A magnata prova: não importa a classe com a qual se passa a tempestade. O importante é resisti-la.

A vidraça estremece, e eu retiro meu nariz de sua superfície embaçada. Acho o cachecol esquecido na poltrona, enrolo-o no pescoço, mesmo não combinando com a minha roupa. Volto ao chocolate quente e a luz resolve me acompanhar à cozinha. Ignoramos os trovões. Voltem outro dia. Talvez quando tiver um picolé nas mãos.

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Tic Tac

Quando te conheci, disseram-me que era do tamanho de uma balinha. De uma balinha Tic tac.

Tão pequeninho, como pode causar tanto rebuliço? Mas os céus gemeram por sua causa. Você é criaturinha amada desde os dias que nem eu, nem você, podemos conhecer.

Não verei a cor de teus olhos até a próxima estação. Esperarei o tempo passar, enquanto sinto dentro de mim meu próprio corpo se desdobrar nas entranhas, num grande abraço de dentro para fora.

Um novo mundo ressurge. Um lento Big-Bang que expandirá seu ninho até os limites mais extremos. Até que você chegue a meu universo, e eu possa te cheirar. Até que você vislumbre a primeira luz do dia.

E qual será o dia? O relógio será que agora bate mais depressa? Ele canta a canção que me faz ninar: Tic-tac. Tic-tac.

Até agora, você foi apenas um sonho. Uma surpresa. Um pequeno traço azul, num bastão de plástico comprado na farmácia. Você foi um sorriso. Dois sorrisos, que se multiplicaram por toda a casa. Uma lágrima. Você foi o bater do meu coração mais forte. Você agora é a segunda batida imperceptível dentro de mim. Você palpita a canção que me faz esperar: Tuc-tuc. Tuc-Tuc.  

Só te vi em preto e branco, pixelado. Aposto que nos deu tchau, sem saber de todo o seu encanto. A beleza mais profunda, o comecinho de seus pés.  Cresça, até que me transborde. Até que possa sentir teu peso e te lançar forte à vida.

Você é criaturinha amada desde os dias que nem eu, nem você, podemos conhecer.

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Fotossíntese

Foi assim que aconteceu. Quando se mudou para a nova mesa do escritório, notou que a rota até o bebedouro aumentara em metros consideráveis, proporcionalmente aos passos até lá, proporcionalmente às dores nos dedinhos por conta do salto alto. Ela detestava o dress code, mas como código é coisa importante pra se fazer ouvida, ela aderia. Para resolver a logística do abastecimento, passou a carregar consigo uma garrafinha de plástico para poupar o esforço.

No quarto dia, enquanto seu cérebro ainda processava números e a lista do supermercado, Aline se deu conta de que no fundo da garrafinha restavam os últimos goles do dia anterior. Com medo de eventuais fungos do ar condicionado ou sabe-se lá quais riscos epidêmicos corporativos, Aline quis jogar a velha água fora. Mas onde? Não havia banheiros por perto, nem ralos ou um vaso. 

Foi quando reparou que abaixo à janela havia uma floreira, recheada de pedregulhos e uma planta ressequida, esfomeada pela falta de sol. Espiando de um lado para outro no corredor silencioso, como que prestes a cometer um delito, Aline rapidamente despejou os mililitros de água mineral sobre a terra, que se esbaldou enlameada. Problema resolvido. Seus pés agradeciam.

Passarem-se assim semanas, os relatórios trimestrais e o feriadão emendado. E a garrafinha, agora já mais amassada e sem o encarte, ainda na mesa de Aline. Servia-lhe bem às idas e vindas e à sua resolução de beber mais água diariamente. E as gotinhas serviam bem à plantinha, que ganhara nova vida. A serventia era desconhecida, porém. A moça nem viu quando desabrocharam os talozinhos verde-bebê. Não reparou quando, com a chegada da nova estação, eles se multiplicaram e começaram a adquirir novas cores e formas. E no corredor escuro, graças à sede de Aline, ao salto alto e ao descuido do jardineiro, a plantinha começou a crescer.

Era assim que acontecia, de segunda à sexta. Aline chegava cedo, ligava o computador. Às 10h00, o rapaz da manutenção trocava o galão do bebedouro. Às 10h30, Aline levantava-se de sua mesa para recolher a passos elegantes a água fresca. Às 12h00, descia para almoçar com o namorado. Às 13h30, a faxineira vinha tirar o lixo. Às sextas, o jardineiro ocupava-se somente com o gramado da entrada. A fotossíntese, acontecia de domingo a domingo.

Foi assim até aquela quinta-feira. Naquele dia, Aline não foi repor sua água às 10h30. Chegara tarde ao escritório, olhos inchados escondidos sob o pó compacto. Naquele dia, não tinha ninguém com quem almoçar. Resolveu deixar o salto alto no carro e foi de chinelos ao fast-food mais próximo. À tarde, de volta à labuta e a fossa disfarçada, a sede bateu de novo.

Respirou fundo. A vida tinha de continuar. Saltos a postos e os quinze passos até o bebedouro. Chegando ali, ao invés de água, tomou um baita susto.

– O que é isso?!      

Deparou-se com o corredor coberto de uma parede verde, cheia de folhas e galhos impedindo a passagem. Cubrira a floreira, enrolara-se no extintor, subira as paredes e suspendia-se nas luminárias. Aline não duvidaria se, a qualquer instante, um tucano saísse voando de lá de dentro. Entre o matagal, o bebedouro ainda era acessível. Poupado pelo senso de sobrevivência da plantinha, talvez.

A perplexidade de Aline foi interrompida pelo rapaz da água que se aproximou.

– Boa tarde, dona Aline! Também me atrasei hoje, mas já troco a água pra você.

Fez o serviço solícito, e foi embora carregando o galão vazio. Aline olhou para a planta e a planta para ela. Já passara da hora do almoço, e ela nem vira o tempo passar.

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E que dizer da tristeza?

Esta não é exatamente uma carta em seu formato estrito, mas um texto expositivo que uma pessoa me enviou por aqui, sem querer deixar seu nome. Mas como todo texto é algo de si, e algo de si exposto a alguém, não deixa de ter um pouco de recado e parente de carta.

Ao autor, quer hoje esteja triste ou não, muito obrigada pelas palavras. E pela lembrança de que temos um Pai que conhece nossas lágrimas.



Tristeza segundo DEUS

A tristeza nem sempre é um bicho papão e acertam a mão os psicanalistas quando dizem que uma reação emocional a um contragosto é tão útil quanto o medo, a dor, todos apontando perigo,alertando que algo está errado. Neste sentido diz o sábio em Eclesiastes 7.4 que a tristeza é melhor conselheira do que a alegria. Aquela nos sacode e nos leva a raciocinar e a pesar as coisas, enquanto a outra nos desconecta e nos anestesia de serotonina. Mas dizer isto é puro disparate ao senso comum que, hedonista, busca a alegria como alvo último da existência. Aparentemente todos buscam só alegria, embora esta busca em si seja infrutífera, pois nada é permanente.

E que dizer da tristeza-segundo-Deus? Que Ele a usa de forma pedagógica, considerando que nela é mais fácil trazer-nos à realidade. A Bíblia diz que a tristeza produzida por Deus tem sempre um propósito curativo e didático. (2 Co 7.9). Que o pós-tristeza-segundo-Deus é sempre para um patamar mais íntimo de relação com Ele, basta lembrar a história de Jó. Acrescente-se que ali não havia um castigo, de fato Deus não castiga como um capataz feitor de escravos, cada um colhe aquilo que planta,exceção ao caso deste personagem bíblico.

Que a tristeza produzida por Deus tem sempre consolo do próprio, nunca é solitária, ainda que a sintamos assim. Sempre haverá a fidelidade da sua bondade falada e afirmada em sua Palavra. (2 Co 7.6; 1 Pe 5.7)

Que a tristeza-segundo-Deus pede confissão e louvor a Ele. Não imagino que seja fácil quando se está assentado às margens dos rios da Babilônia, com saudades de Sião e nossos inimigos (visíveis e invisíveis) nos pedem que entoemos cânticos e as nossas harpas até penduramos nos salgueiros, mudas de dor. (Sl 137).

Que a tristeza-segundo-Deus produz mais vida porque ela fortalece a fé. Ela é o divisor de águas entre os que crêem e os que macaqueiam a fé. Ela não admite outra opção que não a entrega e a espera nEle. Não suporta condicionantes e ao fim tende a arrancar dos lábios do sofrido palavras como esta: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”(Jó 19.25)

Por fim, que a tristeza-segundo-Deus é um ato de amor, por mais estranho que isto pareça. O princípio deste entendimento é a relação de paternidade que Ele estabeleceu. Quem ama se importa e é assim que se expressa sua Escritura: “Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” (Pv 3.11,12).

Autor Anônimo

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